Gestão de dados: como pode ajudar a área educacional?

A educação no Brasil, há anos, enfrenta desafios significativos, como a busca por métodos eficazes para melhorar o desempenho dos alunos e a qualidade do ensino. Problemas complexos como altas taxas de abandono, desigualdade dentro e fora da sala de aula e a falta de preparo dos professores são questões que afetam diretamente o sistema educacional. Uma alternativa para superar esses desafios é o investimento em ações baseadas em análises de dados educacionais em todas as regiões do país.

Segundo estudos da McKinsey, organizações que utilizam dados de forma eficiente têm uma probabilidade 23 vezes maior de adquirir clientes, seis vezes mais chances de reter clientes e 19 vezes mais probabilidade de serem lucrativas. No contexto educacional, esses números refletem um impacto significativo na qualidade do ensino e no sucesso dos alunos.

Segundo Bauer, Alavarse e Oliveira, em seu estudo intitulado “Avaliações em larga escala: uma sistematização do debate”, o uso de dados, bem como sua coleta eficiente e sistematizada, pode trazer benefícios importantes para a educação, tais como, verificar como os alunos estão se desenvolvendo em sua respectiva escola, podem impulsionar mudanças em grades curriculares inadequadas, são capazes de auxiliar professores e gestores a ficarem mais engajados e, por consequência, engajar mais os alunos, entre outros fatores de impacto.

Frequentemente, a falta de dados precisos impede que decisões sejam tomadas de forma assertiva. Em especial, as regiões mais remotas ou menos desenvolvidas sofrem com a ausência de informações estruturadas e disponíveis em tempo hábil. Isso dificulta a execução de estratégias eficazes e a identificação de áreas que necessitam de melhorias. Para que as decisões impactem positivamente o aprendizado dos alunos, os gestores escolares precisam de uma base sólida de informações.

Dados coletados de diversas fontes e centralizados em uma base única podem ser analisados e comparados para gerar insights valiosos, orientando ações e investimentos na educação. Com o advento da computação em nuvem, esse processo se tornou ainda mais poderoso, permitindo o armazenamento e processamento de grandes volumes de dados de forma rápida e segura. O uso de tecnologias avançadas garante que os dados estejam sempre acessíveis e atualizados, viabilizando análises contínuas e em tempo real.

A conversão desses dados em insights permite que as escolas adotem medidas concretas para melhorar o ensino. Informações obtidas dessa forma revelam o que está funcionando e o que precisa ser ajustado. Por exemplo, uma queda na frequência dos alunos pode levar a instituição a investigar as causas e implementar estratégias para melhorar o engajamento. Se as notas dos alunos não atingem as metas desejadas, os gestores podem revisar o currículo ou oferecer suporte adicional aos estudantes. Esse ciclo contínuo de análise e ajuste cria um processo de melhoria constante na educação.

O poder dos dados é indiscutível. Quando utilizados corretamente, eles têm o potencial de transformar a educação, fornecendo insights que orientam as ações das escolas e elevam o desempenho dos alunos. Com o suporte da computação em nuvem, a gestão de dados se torna mais eficiente e acessível, permitindo que as instituições educacionais planejem e implementem melhorias constantes no ensino.

Diferente do que se possa imaginar, a tecnologia pode e deve ser aplicada por diversos setores, inclusive, o educacional. A partir do seu uso, as escolas e instituições podem exercer uma gestão ainda mais centralizada e precisa. Hoje, já existem soluções que apoiam esta jornada, mas para garantir sua ampla utilização, contar com o apoio de uma consultoria especializada nesse tipo de serviço e segmento é uma excelente estratégia.

O time de especialistas pode ajudar a fazer o mapeamento das áreas e localizar pontos de atenção, a fim de garantir o melhor ensino e cuidado com o rendimento dos alunos. Afinal, ao enfrentar os desafios com informações precisas e estratégias bem fundamentadas, podemos transformar problemas em soluções e alcançar resultados positivos, contribuindo para uma educação de qualidade e um futuro melhor para todos.

Cauê Rossi de Andrade, engenheiro de software na Viceri SEIDOR.

Sobre a Viceri SEIDOR:

A Viceri SEIDOR é uma empresa de Tecnologia da Informação que, há mais de 34 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais. Com 83 escritórios divididos em 40 países, a empresa já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: viceri.com.br

Lei do Bem: o motor da inovação no setor de TI

Cada vez mais, o mercado está globalizado e altamente competitivo. Diante disso, diversos setores, incluindo o de Tecnologia da Informação (TI), precisam investir em inovação de forma contínua. Neste cenário, a Lei 11.196/05, mais conhecida como Lei do Bem, surge como uma excelente oportunidade para as organizações superarem desafios e impulsionarem seus negócios.

Promulgada em 2005, a Lei do Bem oferta incentivos fiscais às empresas que realizam investimentos em PD&IT (pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica). Por meio dela, as organizações têm acesso à benefícios como: a exclusão adicional na base do lucro real para cálculo do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), do valor correspondente a 60% até 100% da soma dos dispêndios efetuados em projetos de inovação; redução de 50% de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de equipamentos nacionais e internacionais destinados à P&D.

Esses benefícios, por si só, evidenciam a importância estratégica dessa medida para o desempenho dos negócios. Compreendendo essa importância, segundo o Panorama dos dados do MCTI, as organizações do setor de TI foram as que mais investiram em PD&I em 2022, totalizando o valor de R$ 285 milhões.

O resultado vem ao encontro do atual momento vivido pelo setor de tecnologia, marcado pelo avanço da transformação digital. Ou seja, mediante à crescente demanda pela criação de novos serviços e a necessidade de integrar novas tecnologias no ambiente como, por exemplo, a IA, é natural que o segmento busque alavancar ainda mais o engajamento em inovação.

Contudo, o pensamento inovador ainda não é uma realidade em muitas empresas. Isso é, mesmo estando diante da era da digitalização, diversas organizações ainda não têm essa visão ou não compreendem o que é, de fato, a inovação. Esse cenário traz à tona um desafio que ainda faz parte do meio organizacional: a cultura.

É comum encontrarmos empresas que, apesar de se declararem pró-tecnologia, mantêm processos engessados e resistem a mudanças. Aquele famoso pensamento de “sempre foi assim”, continua sendo um grande obstáculo para prestadoras de serviços desempenharem suas funções, bem como é o fator primordial que impede a empresa de avançar.

No entanto, o tempo não para. Dia após dia, novas tendências surgem, e o público demonstra novos comportamentos, hábitos e preferências que impactam, diretamente, o setor de TI. Para se manter engajado na busca pela criação de novas soluções que supram essas demandas, a inovação deve estar no DNA de cada desenvolvimento e lançamento.

Mas, nem tudo é tão fácil, principalmente, no Brasil. Infelizmente, nosso país possui um sistema fiscal e tributário altamente complexo que, consequentemente, impacta no desempenho organizacional. Quanto a isso, buscar obter incentivos fiscais por meio da Lei do Bem é o melhor caminho a ser seguido para buscar uma saída que, ao mesmo tempo que dará margem para o avanço da empresa, também irá beneficiá-la com o retorno do investimento.

Certamente, falar sobre uma lei que traz ganhos a longo prazo brilha os olhos de todo meio empresarial. Por sua vez, para se enquadrar na Lei do Bem, é necessário que a empresa esteja apta, atendendo os seus seguintes pré-requisitos: estar enquadrada no regime de tributação do lucro real e possui lucro fiscal na competência; manter em dia a regularidade fiscal; e realizar investimentos em atividades de pesquisa e desenvolvimento que resultem em inovação tecnológica e que tenha aferido o lucro no período pretendido da utilização do benefício.

É importante destacar que, mais do que resultados internos, por meios dos incentivos da Lei do Bem, as organizações também beneficiam a sua base de clientes. Ou seja, com o avanço das pesquisas e desenvolvimentos de projetos, em prol de garantir a melhor experiência para o usuário, o cliente passa a ter acesso a uma prestação de serviços, tendo como base a aplicação dos pilares da inovação.

A inovação é um elemento essencial para o sucesso das empresas em todo o mundo. No Brasil, ela ainda representa um diferencial competitivo que pode impulsionar as organizações a um novo patamar. A tendência é que, nos próximos anos, o setor de TI continuará em destaque, abrindo margem para novas oportunidades. Para aproveitá-las, é necessário que, desde já, as companhias busquem implementar medidas que as ajudem a tirar o melhor proveito desse mercado tão competitivo. Sem dúvidas, a Lei do Bem é o primeiro passo para começar a busca por esses objetivos.

Felipe Müzuel é coordenador técnico do FI Group

Roseli Ventura é analista de controladoria da Viceri SEIDOR

Sobre a Viceri SEIDOR:

A Viceri SEIDOR é uma empresa de Tecnologia da Informação que, há mais de 31 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais. Com 83 escritórios divididos em 40 países, a empresa já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: viceri.com.br

Sobre o FI Group:

Fundado em 2011 no Brasil, o FI Group é uma consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financeiros destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), que possibilita o crescimento bem-sucedido de inúmeros tipos de negócios há mais de 20 anos.

Kaizen: como transformar pequenos passos em grandes resultados? 

“Devagar se vai ao longe”. Este conhecido ditado popular é a essência do Kaizen, filosofia japonesa que busca a melhoria contínua de processos, com o objetivo de alcançar a máxima eficiência. A metodologia, que surgiu após a segunda Guerra Mundial com o intuito de guiar a reconstrução do país, devastado pelo conflito, implementando continuamente pequenas melhorias, parte do princípio de que, independentemente dos contextos os quais estamos inseridos, sempre há o que possa ser melhorado. 

Não é incomum estarmos expostos em situações que entendemos que “está tudo errado” ou que muitas coisas estão erradas. No entanto, o tamanho da mudança a ser projetada acaba desmotivando a seguir, justamente, pela compreensão equivocada de que será impossível atingir o resultado esperado. 

Por sua vez, ao subestimarmos o poder das pequenas melhorias, é onde se perde oportunidades de chegar mais longe. Um importante exemplo disso pode ser comprovado com Novak Djokovic, tenista mais vitorioso da história deste esporte, que não precisou de grandes transformações para sair da posição de número 680º do ranking mundial e atingir o primeiro lugar. 

Na prática, o jogador melhorou em “apenas” seis pontos percentuais seu aproveitamento de vitórias, passando de 49% quando estava na posição 680º, para 55% quando atingiu o topo do ranking. Esta história é contada no livro “A Arte de Falar e Fazer”, do autor Geronimo Theml, onde é mencionado o estudo realizado pelo escritor e palestrante Stephen Duneier sobre o atleta. 

O exemplo de Djokovic é uma importante demonstração do poder que as pequenas mudanças possuem, indo ao encontro do objetivo do Kaizen. Não à toa, a filosofia se tornou um dos pilares do Lean, metodologia de gestão adotada pelo Sistema Toyota de Produção, que tinha como princípio a redução de desperdício e a melhoria contínua. Como prova da sua eficácia, o Toyotismo é conhecido mundialmente, sendo utilizado como referência em diversas organizações. 

Em se tratando da área de TI, o Kaizen ganhou força através dos métodos ágeis, como o Scrum e o Kanban, em que suas respectivas concepções preveem a realização da cerimônia de retrospectiva, onde integrantes da equipe se reúnem periodicamente para expor suas dificuldades e discutir oportunidades de melhoria. 

No entanto, mais importante do que mapear os problemas, é fundamental endereçar soluções, definir responsáveis e inspecionar o progresso. Afinal, problemas mapeados e engavetados não solucionam, mas podem colaborar para gerar conformismo entre os envolvidos.  

A grande lição que o Kaizen ensina para as organizações no dia a dia é o poder que a implementação de melhorias contínuas pode trazer a longo prazo para as empresas. E, considerando a velocidade em que novas tendências surgem, impulsionando a competitividade no mercado, é fundamental que as companhias invistam nessas ações, visando aprimorar processos e conquistar resultados. Mas, para isso, cabe a reflexão: você consegue melhorar em 1% hoje? Se a resposta é sim, então não perca tempo, e comece.   

Rafael Satim Pereira é Squad Leader da Viceri SEIDOR. 

Sobre a Viceri SEIDOR: 

A Viceri SEIDOR é uma empresa de Tecnologia da Informação que, há mais de 40 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais. Com 83 escritórios divididos em 40 países, a empresa já soma mais de 8 mil clientes.

Como acelerar o crescimento do negócio com o Growth UX?

Você já ouviu falar em estratégias de UX Design (User Experience Design)? Elas são grandes aliadas para melhorar a percepção que clientes e usuários têm em relação às marcas e produtos. Além disso, já se tem conhecimento do impacto que essas ações podem ter também no desempenho financeiro das empresas. Afinal, uma pesquisa feita pela PwC com 15 mil pessoas de 12 países, mostrou que com uma experiência memorável, os consumidores estão dispostos a pagar cerca de 16% a mais em produtos e serviços.

No entanto, mais do que aliadas, as estratégias de UX Design são uma necessidade para conseguir crescer e competir em um mercado cada vez mais baseado no Customer Centric (centrado no cliente), onde o consumidor está no centro de todas as decisões. Ou seja, se no passado as empresas podiam criar produtos e esperar que seu público se adaptasse às suas necessidades, hoje isso já não é mais uma boa escolha. Por isso, as organizações que desejam crescer precisam entregar produtos e serviços que resolvam as dores de seus clientes e usuários, aprimorando continuamente esse processo de entrega de valor.

Não é à toa que, nos últimos anos, a área de UX tem agregado novos conceitos e práticas que a tornaram ainda mais estratégica para as organizações. Um exemplo disso é o surgimento do Growth UX, que combina fundamentos do UX com os do Growth Hacking, uma abordagem do marketing que foca no crescimento acelerado, sustentável e baseado em dados. A conexão entre as duas áreas acontece, principalmente, porque ambas são orientadas à criação e validação de hipóteses sustentadas por dados extraídos de pesquisas, testes e experimentações.

O que o Growth Hacking traz de contribuição ao UX é a importância de uma atuação multidisciplinar (marketing, analistas de dados, desenvolvimento de produtos etc.), que visa estabelecer metas claras de negócios e métricas para avaliar o impacto do UX no sucesso geral. Além disso, cria a possibilidade de se fazer tudo isso de forma sustentável, reduzindo custos para as empresas.

Vale destacar também que, com o uso de IAs (Inteligências Artificiais), por exemplo, o Growth UX é capaz de analisar rapidamente grandes volumes de dados, identificando padrões de comportamentos, antecipando as necessidades dos usuários e possibilitando uma personalização mais acurada. A adoção de ferramentas de IA também pode ajudar na segmentação de usuários e clientes em grupos mais bem definidos, melhorando a eficácia de campanhas de engajamento e fidelização.

De forma prática, ao incorporar esses fundamentos do Growth, o UX passa a ter maior interação com as áreas de marketing e negócios, focando não apenas na experiência dos clientes e usuários, mas também no crescimento do negócio. Afinal, a geração contínua de valor é essencial para manter clientes e usuários engajados e satisfeitos em relação a produtos, marcas ou serviços.

Neste sentido, o Growth UX é uma boa aposta, não apenas porque pode ajudar a melhorar a experiência do usuário, mas também a impulsionar o crescimento do negócio de maneira sustentável e escalável. Com esse recurso, as empresas podem avaliar o engajamento e a satisfação dos clientes por meio de dados, moldando soluções mais eficazes para suas necessidades.

Os ganhos de se ter uma cultura voltada para Growth UX podem ser inúmeros, especialmente relacionados à identificação de oportunidades que podem gerar maior conversão de vendas, fidelização e retenção de clientes, otimização de recursos e valor percebido dos produtos e serviços. É importante destacar que não há fórmula mágica para o crescimento, mas, o Growth UX é, sem dúvida, um ingrediente interessante que pode ajudar a tornar seus produtos ou serviços mais atrativos, desejáveis e valiosos para os clientes, resultando na aceleração do seu negócio.

Aracele Lima Torres é Designer UX/UI na Viceri SEIDOR.

Sobre a Viceri-Seidor:

A Viceri SEIDOR é uma empresa do Grupo Seidor que, há mais de 30 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais do setor de Tecnologia da Informação. Com 83 escritórios divididos em 40 países, o Grupo Seidor já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: www.viceri.com.br

Observabilidade: qual a importância dessa prática na gestão de dados?

Você já ouviu a expressão “talk to your data”? Na tradução para o português, o termo significa “conversar com seus dados”. Isso é, cada vez mais, vemos ser enfatizada a importância da gestão de dados, a fim de garantir o sucesso das organizações. Afinal, mais do que extrair registros e informações, é fundamental analisá-las, criando um diálogo que permita total compreensão do negócio – algo que pode ser realizado por meio do conceito de observabilidade.

Como o próprio nome diz, essa prática nada mais é do que observar todo o sistema da empresa, para compreender qual o seu atual estado interno ou externo. E, embora o conceito seja, naturalmente, atribuído a área de TI, é possível também aplicá-lo em outras vertentes da companhia como, por exemplo, nos dados.

Ou seja, por meio desse princípio, é possível analisar toda a infraestrutura organizacional, desde a produção, tendências, padrões, integração de processos, até mesmo avaliar o comportamento do colaborador em relação a sua produtividade e, a partir disso, atribuir melhorias que garantam o seu desempenho e eficiência.

A aplicação da observabilidade ganha ainda mais importância na gestão de dados, considerando que, de acordo com o relatório “Data Age 2025”, realizado pela International Data Corporation (IDC), espera-se que, até 2025, a quantidade de dados gerados no mundo alcance 175 zettabytes, um aumento significativo em comparação aos 33 zettabytes gerados em 2018.

Embora sempre quando falamos sobre conceitos de tecnologia, criem-se dúvidas ou receios quanto a sua aplicação, no caso da observabilidade, não é necessário. Isso porque, a atribuição da prática no dia a dia, dificilmente, será algo que trará algum tipo de obstáculo devido a sua simplicidade e abrangência. Entretanto, para garantir o seu sucesso, é crucial ter bem estabelecido um olhar crítico.

Isso é, de nada adianta ter mecanismos de extração de dados, sem que haja uma atuação precisa para analisá-los e interpretá-los, a fim de obter insights promissores que auxiliem na geração de relatórios e diagnósticos que favoreçam o processo de tomada de decisão estratégias para o negócio.

Realizar a gestão de dados não é algo que acontece da noite para o dia, visto que, para sua execução, é necessário o envolvimento de toda a organização no processo de envio, análise e extração. Por isso, torna-se fundamental alinhar a cultura da empresa em prol dessa prática, para que o time atue em total sincronia.

Afinal, cada vez mais, é enfatizada a importância da gestão de dados. Desta forma, cabe às empresas que ainda não têm fundamentado essa prática mudarem, desde já, sua conduta, a fim de acompanhar o atual movimento de transformação digital no mercado. O primeiro passo para isso é, sem dúvidas, adquirir ferramentas que apoiem no fornecimento e extração de informações, para melhor compreensão do negócio tanto do ponto de vista interno quanto externo, a fim de fortalecer o relacionamento com toda a cadeia produtiva.

Quanto a isso, contar com o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem é uma excelente alternativa. Afinal, o time de especialistas pode apoiar a companhia desde no processo de escolha de ferramentas que permitam fazer a observabilidade, até mesmo na melhor orientação de qual o melhor caminho a ser seguido em concordância com a estratégia corporativa.

A tendência é que a gestão de dados continue crescendo nas organizações. Diante disso, estabelecer o princípio da observabilidade nas operações da empresa ajudará a garantir sua melhor atuação frente ao mercado altamente competitivo, o qual exige, diariamente, agilidade nas tomadas de decisões que, como tudo na vida, não devem ser decididas de forma precipitada, mas somente após uma conversa esclarecedora.

Guilherme Seleguim é Squad Leader e Product Owner da Viceri SEIDOR.

Sobre a Viceri-Seidor:

A Viceri SEIDOR é uma empresa do Grupo Seidor que, há mais de 30 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais do setor de Tecnologia da Informação. Com 83 escritórios divididos em 40 países, o Grupo Seidor já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: www.viceri.com.br

Atendimento pós-venda digital: um diferencial ou um serviço obrigatório?

Internet das Coisas (IOT), Metaverso, Realidade Virtual, Big Data, Inteligência Artificial, e muito mais tecnologias virão por aí. No entanto, uma coisa é fato: quanto mais as pessoas se inserem neste mundo tecnológico que evolui todos os dias, mais se tornam exigentes, impacientes, empoderadas e questionadoras, buscando acesso fácil e rápido às marcas, produtos e serviços que consomem.

Não à toa, Dennys Maloney, Chief Digital Officer da Domino’s Pizza, afirmou: “Conforme a tecnologia evolui, também cresce as expectativas das pessoas. Hoje, os consumidores estão mais impacientes e seus padrões são imperdoáveis. Cada vez mais eles esperam que as marcas, intuitivamente, saibam o que eles precisam, quando precisam e entreguem isso instantaneamente”.

Deste modo, transformar os serviços básicos em modelos digitais de autosserviços ajudam as empresas a serem mais leves, rápidas e baratas, além de garantir sua fidelização quando se oferece uma ótima experiência. Até porque, de acordo com a pesquisa CX Trends 2023, realizada pela Octadesk em parceria com a Opinion Box, 50% dos participantes destacaram que um atendimento rápido e preciso é essencial.

Os dados vêm ao encontro da seguinte teoria: atualmente, os consumidores não querem perder tempo e nem depender de ninguém, uma vez que buscam praticidade e autonomia para resolver suas coisas, mas sem perder as características de um atendimento humano.

Por sua vez, é importante destacar que, além de uma boa conduta durante a prestação do serviço, estabelecer um atendimento pós-vendas também é uma estratégia eficiente. Ainda mais porque, segundo Philip Kotler, considerado o guru do marketing, conquistar novos clientes custa entre cinco e sete vezes mais do que manter os já existentes.

Nos modelos tradicionais, além da necessidade de manter uma estrutura maior do time de SAC (serviço de atendimento ao cliente), para atender a demanda cada vez mais urgentes de consumidores que não esperam para amanhã, é fundamental que a empresa se organize em prol de garantir sua satisfação. Levando em conta que, dificilmente, a organização irá conseguir cativá-lo se o tempo de retorno for muito longo, o que inibe para uma experiência positiva.

Oferecer canais digitais como alternativa inovadora para um pós-vendas eficiente tem sido um caminho seguido pelas empresas, o que vem ao encontro das necessidades imediatas dessa geração, porém, é imprescindível que isso seja feito da maneira profissional, garantindo a melhor experiência para o cliente que, muitas das vezes, pode estar enfrentando algum problema. Isso é, a descentralização dos serviços, múltiplas plataformas, identidade visual fora do padrão, falta de conexão com o público-alvo, tornam essa jornada complexa e pouco intuitiva.

É importante destacar que o maior temor dos consumidores ao confiar em uma empresa ou uma marca é se eles serão tão bem atendidos nos pós- atendimento como foram na pré-venda. Entretanto, quando os clientes se deparam com uma experiência satisfatória de um serviço digital, descomplicado, centralizado, intuitivo e eficiente, eles se tornam clientes felizes — o suficiente para passarem um feedback positivo sobre o negócio para os outros no famoso “boca a boca”, que podem então experimentar o produto ou serviço oferecido para eles mesmos e, por sua vez, tornarem-se clientes fiéis. É importante considerar que o pós-vendas de hoje nada mais é que a pré-venda de amanhã.

Desta forma o maior desafio das organizações ao oferecer um serviço de pós-venda digital está na capacidade de se conectar com seu público-alvo e entregar a ele a melhor experiência através de uma solução centralizada, moderna, intuitiva, com retorno imediato e on-time das suas requisições. Investir em um portal de autosserviço tem sido uma decisão assertada de muitas marcas, mas deve ser feito de maneira correta, de preferência por uma consultoria experiente que possua esse know-how, capaz de transformar dores em soluções tecnológicas modernas e eficientes.

Uma outra estratégia assertiva para garantir um excelente atendimento no pós-vendas é a utilização de ferramentas de observabilidade que ajudem a capturar e armazenar informações importantes, no intuito de conhecer os clientes pelo seu comportamento no uso da sua plataforma, criando uma base sólida de indicadores para tomada de decisão, evolução dos serviços e produtos oferecidos, ações de marketing, campanhas focadas no perfil e comportamento do cliente, entre outros.

Os tempos mudaram e as empresas não escolhem mais como falar com o consumidor. Agora, é ele, o cliente, que decide quando e como quer entrar em contato para resolver seus problemas. E neste contexto, é preciso ter um olhar atento sobre essa mudança de viés dos serviços digitais, que deixaram de ser diferencial de mercado para se tornarem obrigatórios na oferta de produtos e serviços. E é um caminho sem volta, imprescindível para a própria sobrevivência do negócio, seja ele qual for.

Adriano Tavares é squad leader da Viceri SEIDOR.

Sobre a Viceri-Seidor:

A Viceri SEIDOR é uma empresa do Grupo Seidor que, há mais de 30 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais do setor de Tecnologia da Informação. Com 83 escritórios divididos em 40 países, o Grupo Seidor já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: www.viceri.com.br

Qual a importância da governança na cadeia produtiva?

A agenda ESG (Environmental, Social and Governance), que ajuda as companhias a direcionarem suas marcas no sentido da sustentabilidade, engloba questões sociais, ambientais e, principalmente, a governança corporativa, cuja aplicação, ganha agora novas diretrizes a fornecedores de empresas da União Europeia. Com a aprovação pelo Parlamento Europeu da Diretiva de Due Diligence de Sustentabilidade Corporativa (CS3D), organizações europeias com mais de mil funcionários e faturamento global acima de 450 milhões de euros, precisarão auditar seus fornecedores.

Com um ambiente globalizado e conectado, os fornecedores brasileiros podem ser afetados, independentemente de seu tamanho, a estarem em conformidade com a legislação europeia para manterem seus negócios. Contudo, os negócios não correm riscos imediato, pois a previsão e aplicação da nova legislação será entre 2027 e 2029, organizadas por porte de empresa.

Ter as informações solicitadas pelo seu cliente, de forma organizada, traduzida para o idioma adequado, em tempo hábil para uma auditoria internacional é algo desafiador. Isso porque, além de gerenciar os indicadores dentro da empresa, as organizações precisam ter esses pilares bem estabelecidos em toda a cadeia produtiva que envolve: fornecedores, prestadores de serviços e parceiros de negócios.

Desta forma, a governança é um pilar fundamental. É essa disciplina que ajudará a criar as políticas em linha com os princípios da sua empresa, para que, de forma clara e transparente, seja aplicada ao seu ecossistema de funcionários, prestadores de serviço, fornecedores parceiros de negócios e até mesmo seus clientes, cobrindo toda a cadeia produtiva, auxiliando para a obtenção de indicadores e métricas, minimizando riscos e eventuais penalidades no Brasil ou no exterior.

Não há dúvidas que a governança é um fator primordial na gestão do ecossistema – contudo, também precisamos chamar atenção para mais um fator indispensável para a aplicação deste conceito: o uso da tecnologia. Com as políticas bem estabelecidas, diariamente são emitidos dados e relatórios que, para terem o efeito almejado, necessitam de uma análise rápida e assertiva. Neste aspecto, é humanamente impossível acompanhar essas informações com eficiência e agilidade de forma manual.

Sendo assim, ao investirem em uma consultoria, projetos e serviços para gestão da governança corporativa, é possível estabelecer um conjunto de indicadores amplos, tendo em vista que tais análises passam a ocorrer de forma automatizada, dando ganho de escalabilidade e eficiência nas operações, seja dentro ou fora da organização.

Certamente, quanto maior nível de maturidade do monitoramento dos indicadores de governança, todo o ecossistema da cadeia produtiva é beneficiado, contratando produtos e serviços de melhor qualidade, num modelo de círculo virtuoso, perceptível ao cliente no momento que adquire seu produto/serviço. Assim, a empresa pode se beneficiar com o valor agregado, posicionamento de marca e orgulho de seus empregados.

No entanto, essa mudança não acontece do dia para a noite, e é algo que pode causar desconfortos. Por isso, uma alternativa para isso é contar com o apoio de uma consultoria especializada. Afinal, o time de especialistas poderá ajudar a empresa a identificar onde estão os gargalos da organização, além de auxiliar na construção de políticas e na aplicação de estratégias mais assertivas, tendo em vista a bagagem de experiência que pode facilitar todo o processo.

Cada vez mais será exigido das organizações um nível de maturidade elevado para acompanhar as mudanças de mercado, e a melhor forma de garantir esse objetivo, sem dúvidas, é investir na governança, com o intuito de atingir o nível de sustentabilidade que os clientes da sua empresa almejam. O quanto antes as organizações adotarem a agenda ESG, melhores serão os resultados, afinal, para crescer, é preciso, antes, evoluir.

Luciano Guidetti é executivo de contas da Viceri-SEIDOR.

Sobre a Viceri-Seidor:

A Viceri-Seidor é uma empresa do Grupo Seidor que, há mais de 30 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais do setor de Tecnologia da Informação. Com 83 escritórios divididos em 40 países, o Grupo Seidor já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: www.viceri.com.br

Como obter a eficiência empresarial com o apoio do CSC?

Nos ambientes empresariais contemporâneos, a busca pela eficiência é fundamental. Sendo assim, uma estratégia inovadora amplamente adotada é a implementação dos Centros de Serviços Compartilhados (CSC). Isso porque eles consolidam funções administrativas em uma única unidade para servir diversas áreas da organização, promovendo a otimização de processos, redução de custos e aumento da eficiência operacional.

Os CSCs atuam como hubs centralizados, garantindo consistência, padronização e qualidade nos serviços administrativos oferecidos, além de um rápido retorno de investimento. Não à toa, de acordo com a Pesquisa do Centro de Serviço compartilhado S-LATAM, 2023, realizada pela Deloitte, foi constatado que 57% dos centros recuperam o valor investido entre, no máximo, um ou dois anos.

No entanto, para assegurar a efetividade desse processo, a governança corporativa é algo crucial, tendo em vista que, mais do que simplesmente focar na produtividade, é vital garantir a segurança da informação, a consistência dos processos, uma gestão eficaz dos dados, e a identificação e correção ágeis de falhas.

Por sua vez, é importante destacar que, quando falamos sobre produtividade, essa ação não se resume apenas a economizar mão de obra, mas sim em garantir alta disponibilidade, operar 24 horas por dia durante a semana, adaptar-se rapidamente às demandas que mudam conforme o calendário e ter um processo autoscaling (escalonamento automático).

E, levando em conta a atual fase de transformação digital que as organizações estão inseridas, trilhando um caminho sem volta para a modernização e incluindo cada vez mais recursos tecnológicos, o CSC é considerado um passo essencial nessa jornada, visto que ajuda na potencialização de dados e aproveitamento de tecnologias como a Inteligência Artificial.

Essa estratégia não apenas simplifica a gestão, mas também libera recursos para direcionar ações com foco em iniciativas estratégicas. Isso é, ao integrar um CSC com uma abordagem de autosserviço, as empresas promovem uma cultura de eficiência e responsabilidade. Além disso, essa sinergia aumenta a satisfação e o engajamento dos funcionários, contribuindo para um ambiente de trabalho mais produtivo e colaborativo.

Isso porque, enquanto o CSC lida com tarefas complexas e estratégicas, o autosserviço capacita os colaboradores a resolverem questões mais simples por conta própria. Essa combinação não apenas impulsiona a eficiência operacional, mas também promove uma cultura organizacional de responsabilidade e excelência. Afinal, profissionais engajados e bem capacitados são capazes de potencializar o negócio da empresa, implementando melhorias contínuas e ajustando-se rapidamente às mudanças necessárias.

A expectativa é que cada vez mais as empresas globais forneçam um maior valor a um custo menor. A rentabilidade e aceleração dos negócios são prioridades estratégicas no investimento em empresas globais que, em média, atingem 30% de benefícios de uma só vez, além de 10% de taxa de execução, segundo a Deloitte. Assim, ao investir na estruturação e fortalecimento do CSC, as organizações se posicionam para alcançar novos patamares de sucesso nos negócios, adaptando-se de forma ágil e eficaz a um ambiente empresarial dinâmico e desafiador.

Thiago Massari é Squad Leader da Viceri-SEIDOR.

Sobre a Viceri-Seidor:

A Viceri-Seidor é uma empresa do Grupo Seidor que, há mais de 30 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais do setor de Tecnologia da Informação. Com 83 escritórios divididos em 40 países, o Grupo Seidor já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: www.viceri.com.br

Seis tendências de RH no setor de TI

Se antes a área de Recursos Humanos era apenas com o departamento pessoal, atualmente, já não é mais assim. Nos últimos anos, a área de RH vem ganhando protagonismo nas organizações, assumindo um papel estratégico para o sucesso da empresa em diversos segmentos e, dentre eles, está o de Tecnologia da Informação (TI).

Não há como falar do hoje, sem nos recordarmos de um passado não muito distante. Durante muito tempo, o RH era considerado apenas como uma área burocrática responsável por tarefas como admissão, demissão e pagamento de salário. Com o passar do tempo, houve um novo direcionamento, passando a se concentrar no desenvolvimento e acompanhamento na jornada do colaborador.

Contudo, mesmo tendo esse papel mais estratégico e participativo, ainda assim, o setor lida diariamente com um alto volume de funções e responsabilidades, sendo praticamente impossível executá-las de forma manual. Não é à toa que o RH vem agregando cada vez mais o uso da tecnologia em suas atividades, com o intuito de garantir sua eficiência, bem como acompanhar a atual era da transformação digital.

Por sua vez, levando em conta a gama de recursos disponíveis atualmente, é importante aderir ferramentas que, de fato, viabilizem o sucesso da área. Deste modo, destacamos aqui algumas tendências promissoras para o RH:

#1 Cultura organizacional: a cultura organizacional é um tema recorrente entre CEOs, CHROs, diretores e líderes, e sua importância é inegável. De fato, ela é um ponto crucial para o sucesso a longo prazo de uma empresa, especialmente em um cenário marcado por novas tendências e a presença de diferentes gerações no mercado de trabalho. À medida que o ambiente de trabalho continua a evoluir, com novas tecnologias, mudanças sociais e expectativas em constante mudança dos funcionários, a adaptação da cultura organizacional torna-se ainda mais crucial. Ela precisa ser ágil e receptiva o suficiente para incorporar as novas tendências, enquanto mantém os valores e princípios fundamentais da empresa intactos.

#2 Desenvolvimento da liderança e apoio ao crescimento do colaborador:  o papel do líder vai além de apenas liderar. É fundamental orientar e auxiliar no crescimento dos colaboradores, criando um ambiente seguro tanto do ponto de vista físico quanto emocional. Com a crescente importância da saúde mental nas organizações, torna-se crucial que a liderança promova um ambiente de suporte que integre aspectos pessoais e profissionais. Essa abordagem fortalece a liderança na área de RH e promove um ambiente de trabalho mais saudável, inclusivo e produtivo para todos.

#3 Inteligência Artificial (IA): quando falamos em tendências, não dá para deixar a IA de fora, afinal, essa tecnologia é extremamente vantajosa para o Recursos Humanos. A IA desempenha um papel fundamental na otimização de processos, desde a triagem de currículos até o processamento de documentos. Ela permite a utilização de sistemas inteligentes que analisam dados de engajamento dos funcionários, como feedbacks, pesquisas de clima organizacional e interações em redes sociais internas. Com isso, é possível identificar tendências, prever padrões de rotatividade e sugerir estratégias para melhorar o engajamento e a retenção de talentos. Além disso, a inclusão de chatbots e assistentes virtuais é uma prática cada vez mais comum. Essas ferramentas fornecem suporte aos funcionários, respondendo perguntas comuns, oferecendo informações sobre benefícios e políticas da empresa, e facilitando processos internos. Isso não apenas aumenta a eficiência, mas também libera tempo para que os profissionais de RH possam se concentrar em atividades mais estratégicas e de maior valor agregado.  

#4 ESG: essa sigla tem ganhado protagonismo e força no mundo corporativo, porém, ainda são poucas as organizações que engajam estratégias em prol dessa temática. Quando se trata da área de Recursos Humanos (RH), o ESG desempenha um papel significativo em várias dimensões: Ambiental (E) – as organizações podem incluir política de sustentabilidade no local de trabalho, realizando campanhas para reduzir o consumo de recursos internos. Social (S) – diversidade e Inclusão, o RH desempenha um papel fundamental na promoção da cultura inclusiva, saúde e bem-estar dos funcionários e responsabilidade social e por fim no pilar de Governança (G), – ética e conformidade. Por isso, é importante estar atento à esta tendência e alinhar ações juntamente ao RH, de forma que consigam pôr em prática o conceito nas ações tomadas.

#5 People Analytics: vivemos a era dos dados. Diante disso o People Analytics é uma estratégia que vem cada vez mais sendo adotada. Segundo uma pesquisa feita pelo LinkedIn em 2021, 73% dos profissionais de RH afirmaram que a solução de análise de dados será prioridade para suas empresas nos próximos cinco anos. Isso porque, com o apoio dessa ferramenta, a área pode obter e cruzar informações a fim de eliminar riscos, identificar tendências e tomar decisões assertivas garantindo o avanço da organização como um todo.

#6 Ferramentas digitais: as plataformas de treinamento é uma tendência crescente no RH, pois ela alia praticidade e eficiência em um único lugar além de garantir que os profissionais de diversas localidades tenham acesso ao conteúdo.  Essas ferramentas oferecem uma variedade de funcionalidade que ajudam a criar, distribuir, monitorar e avaliar programas de treinamento, permitindo que o setor atue de forma proativa, oferecendo soluções personalizadas e alinhadas com as necessidades de cada indivíduo e da organização como um todo.

A inclusão de recursos da tecnologia nas atividades de RH é um movimento que já vem acontecendo. Entretanto, à medida que a transformação digital avança, cada vez mais, será exigido da área agilidade e eficiência. Além desse desafio, não podemos deixar de lado as próximas gerações que tem como prioridade ingressar em uma organização que dê oportunidades para o seu crescimento.

Se pararmos para pensar, o primeiro e último contato do colaborador com a empresa é com o setor de RH. Desta forma, é essencial que a área de Recursos Humanos esteja atenta às tendências visando implementá-las com eficiência, para que consigam se adaptar frente a um cenário de constantes mudanças e, com isso, garantir seu posicionamento estratégico na organização.

Anaclete Coelho é Coordenadora de RH na Seidor Brasil.

Vitória Pratte é Coordenadora de RH na Viceri-Seidor.

Sobre a SEIDOR:

A SEIDOR é uma empresa dedicada ao fornecimento de soluções tecnológicas na área de consultoria de software e serviços de TI, inovação, estratégia, infraestrutura, desenvolvimento e manutenção de aplicações on-demand, cloud computing, IoT, entre outros. Com mais de 40 anos de experiência e um volume de negócio anual de mais de R$ 3 bilhões e mais de 8 mil profissionais na Europa, América Latina, África, Oriente Médio, Ásia e nos EUA, a empresa possui alianças estratégicas com os principais e maiores desenvolvedores internacionais de tecnologia. No Brasil, possui escritórios em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória, Goiânia e Recife, contando com mais de 1.500 profissionais.

Sobre a Viceri-Seidor:

A Viceri-Seidor é uma empresa do Grupo Seidor que, há mais de 30 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais do setor de Tecnologia da Informação. Com 83 escritórios divididos em 40 países, o Grupo Seidor já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: www.viceri.com.br

Qual a importância da diversidade para atrair e reter talentos em TI?

Atrair e reter talentos, sem dúvidas, está entre os grandes desafios do mercado. Isso é, levando em conta as novas aspirações profissionais e perfis de diferentes gerações, cabe às organizações a missão de estarem antenadas em oferecer para o colaborador aquilo que ele tem almejado. E, dentre as estratégias para isso, investir na diversidade do time tem se mostrado um elemento fundamental.

É fato que, hoje, as empresas têm a capacidade de atrair talentos. Percebemos um aumento crescente na oferta de cargos que contém uma gama de benefícios que geram ainda mais atratividade. No entanto, nem todas tem bem desenvolvido um plano de carreira, afinal, mais do que salários altos, os profissionais, principalmente da geração Z, optam por fazer parte de uma organização que também mostre oportunidades de crescimento.

Dessa forma, investir na diversidade da equipe é uma abordagem extremamente estratégica, visto que ajuda a organização como um todo a demonstrar o seu engajamento e valores perante o mercado.

Essa ação torna-se ainda mais importante quando aplicada na área de TI, tendo em vista que se trata de um segmento em constante desenvolvimento e crescimento, mas que ainda é visto como um espaço altamente masculinizado. Como prova disso, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), entre os anos de 2015 e 2022, o aumento da participação feminina foi de 60% no setor de tecnologia. No entanto, segundo a pesquisa Women in Technology, realizada em 2021 pela empresa Michael Page, menos de 20% dos cargos de tecnologia eram ocupados por mulheres.

Por sua vez, quando falamos de diversidade, é importante enfatizar que o conceito não se limita apenas a questões de gêneros, mas também considera etnias, orientação sexual, PCD (pessoa com deficiência), diferentes faixas etárias e níveis profissionais, entre outras características.

Diferentemente do que se possa imaginar, ter times mistos com diferentes perfis e características é um fator diferencial e estratégico para o desenvolvimento da empresa, sobretudo, para a área de TI. Ao unir profissionais com características distintas, a organização passa a contar com bagagens e experiências diversificadas, que podem favorecer em ações que vão desde tomadas de decisões mais estratégicas, até o conhecimento técnico que potencializa ainda mais o seu desenvolvimento.

Certamente, assim como em qualquer equipe, desafios podem aparecer nesse caminho. Até porque, são características e trajetórias diferentes trabalhando juntos. Por isso, a organização precisa ter bem claro a diferença entre igualdade, que prevê que todos devem ser orientados pelas mesmas regras, direitos e deveres; e a equidade, a qual reconhece que nem todos são iguais e a importância de auxiliar o colaborador naquilo que precisa, equalizando as necessidades e oportunidades.

Desenvolver ações como cursos e workshops ajuda a promover uma maior e melhor integração da equipe, bem como a combater preconceitos e deixar claro qual o papel de cada um. Além disso, é essencial que a empresa, mais do que agregar conhecimento, também faça um exercício para que os colaboradores consigam  produzir sozinhos, para que tenham uma jornada ainda mais satisfatória.

Embora a pauta da diversidade e inclusão seja algo constantemente abordado, ainda assim, essa não é uma realidade em todas as empresas. Muitas, desde a sua fundação, não tiveram estabelecido este conceito na sua cultura e, por isso, na maioria das vezes, têm dificuldades em aplicar esse princípio de forma correta e inclusiva.

Sendo assim, para organizações que almejam dar início rumo à diversidade da equipe, instaurar comitês para debater essas discussões é o primeiro passo para trazer à tona questões que ficaram guardadas. Certamente, esse processo não é algo que acontece do dia para a noite, por isso, ter uma equipe especializada nesse tema é um aspecto fundamental.

Cada vez mais as organizações precisarão trazer essa pauta para o centro de discussões e buscar estratégias que atraiam e retenham talentos como, por exemplo, investir em programas de formação. Afinal, muito mais do que um conceito, a diversidade trata-se de uma cultura de não se tolerar discriminação, ofertando oportunidades sem nenhum tipo de segregação.

E, em se tratando da área de TI, é urgente que esse setor passe a atuar no campo da neutralidade, deixando os estigmas da sociedade de que é um espaço restrito para apenas uma parte da população. Quanto mais diversificado for, maior e melhores serão os resultados mas, para isso, é preciso conscientizar e colocar essas ações em prática desde já.

Cristiano Fernandes Amâncio é coordenador de TI da Viceri – SEIDOR.

Sobre a Viceri-SEIDOR:

A Viceri-SEIDOR é uma empresa de Tecnologia da Informação que, há mais de 31 anos, apoia a transformação digital das organizações por meio da entrega do ciclo completo de desenvolvimento de produtos digitais. Com 83 escritórios divididos em 40 países, a empresa já soma mais de 8 mil clientes. Saiba mais em: www.viceri.com.br